Outubro e novembro…

Outubro e novembro têm sido meses muito atarefados. Talvez já a adivinharem o Natal!
Apesar de a maior parte das encomendas serem artigos de catálogo, houve algumas novidades e personalizações. Partilho-as aqui:

Estes puxadores de índios já viajaram para a sua “tenda”!

Um baloiço para dois irmãos (painel de parede)

Dra. Matilde (a bata dá para tirar)

 O quarto da Catarina

Na cidade (candeeiro de teto)

Uma almofada para o Vicente

Almofadas da Lego!

Cada roupa no seu lugar!

Um mergulho no mar (telas com relevo)

Puxadores para um marinheiro

Placa para a porta da lavandaria


Quartos brancos com apontamentos de cor

Sou uma grande defensora dos quartos brancos!
Eu sei, eu sei, olhando para o meu site, pode não parecer!:-) Mas, reparando melhor, é nos acessórios que deposito toda a cor.
Um quarto branco, para além de ser mais luminoso, também se torna a base perfeita para qualquer estilo de decoração. É, por isso, a melhor solução para acompanhar durante anos o crescimento de uma criança. Com móveis brancos (ou com pequenos apontamentos de cor), podemos ir mudando os acessórios (candeeiros, puxadores, almofadas, tapete…) em função dos gostos e das idades dos nossos filhos. Desta forma, é muito mais simples e económico fazer estas pequenas alterações!
Reformulando a primeira frase, sou uma grande defensora dos quartos brancos com alguns apontamentos de cor!;-)

E aqui ficam alguns exemplos de quartos que fiz, em que a base branca permitiu brincar com os acessórios coloridos:

https://www.cristianaresina.com/decoracao/quarto-de-crianca/quarto-crianca-matilde/
https://www.cristianaresina.com/decoracao/quarto-de-crianca/quarto-crianca-pedro/
https://www.cristianaresina.com/decoracao/quarto-de-crianca/quarto-crianca-mia/

Poderia mostrar mil e uma imagens onde a combinação do branco com outras cores resulta lindamente. Deixo apenas uma pequena seleção que fiz:

Happy Grey Lucky http://happygreylucky.com/a-modern-pastel-shared-baby-and-toddler-room/

Kronfoto https://www.instagram.com/p/BJmtppHDcUB/

Oh eight oh nine https://www.instagram.com/p/BL29nQhA1yi/

Tubucollective https://www.instagram.com/p/BLwc2r0gCEf/

Do/ From Pinterest

Insideout http://www.insideout.com.au/home-style/modern-collector/home-tour-scandi-minimalist-style-in-a-white-and-bright-home/image-gallery/2fa351f2dea40212e606cf105f5bcf43?ref=/renovations/house/1950s-sydney-home-renovation


Abóbora Encantada

Durante anos, perguntei-me que tipo de pequenos seres viveriam em troncos de árvores esquecidos e grandes legumes abandonados.
Este ano, mesmo no meio do meu jardim, descobri a resposta!
E, como estamos no Halloween, ela surgiu sob a forma de abóbora. 😉

Abóbora de pasta de papel, pintada a acrílico.
Decoração feita com restos de tecidos, cortiça, cartão, tampas de embalagens, caixa de fósforos, palhinhas, sementes e folhas.
Bonecos Sylvanian Families


Desde junho… o que andei a fazer no atelier

Em junho, começaram as promoções (ainda restam algumas! Veja aqui! https://www.cristianaresina.com/promocoes/).

Depois, chegaram as maravilhosas e ansiadas férias de verão (que saudades…).
E só agora, depois de os meus filhos terem recomeçado as aulas e de ter organizado o trabalho no atelier, consigo fazer um apanhado das últimas encomendas.
Ainda dizem que os meses de verão são parados!😉

Índios e cowboys – o quarto do Pedro

Painéis em madeira para dar um toque especial àquele cantinho

Vamos fazer o jantar?

Almofadas que dão para brincar

Está aí o verão!

Boneca de pano sereia

Placa em madeira para a porta da casa de banho

Entrando no mundo do Principezinho

Era uma vez dois indiozinhos…

Anna de Arendelle


Móbiles de outono

Há quem considere o outono uma estação triste, que torna todas aquelas longas tardes de praia numa recordação distante. Os dias encurtam, o frio espreita, a azáfama do trabalho e da escola recomeça.
Eu adoro o outono!
Não sei se é por ter nascido nesta estação, mas é a minha preferida. Adoro os tons dourados e vermelhos de que se veste a paisagem, adoro a temperatura ainda amena que convida a passeios de descoberta dos tesouros da natureza.
Há vários anos que tenho um ritual com os meus filhos: para festejarmos a chegada do outono, damos um desses passeios, em que recolhemos os tais tesouros. Depois, temos de pensar em formas novas de os aplicarmos.
Este ano, andamos encantados com móbiles, de todos os tipos e feitios. Só que, para respeitar a tradição, apenas podemos usar decorações que o outono nos ofereceu.
É engraçado que os próprios móbiles fazem-me pensar no outono e no cair das folhas. Não podia imaginar melhor objeto para celebrar a sua chegada.
Esta é uma pequena parte da pesquisa que andámos a fazer para nos inpirarmos.
Espero que gostem e que metam mãos à obra!
(já agora, acompanhem o vosso trabalho com esta maravilhosa música: Autumn leaves)

Aprenda a fazer um móbil decorativo de folhas douradas.

www.curbly.com/16582-how-to-make-a-decorative-leaf-mobile

Aqui, pode encontrar um excelente diy, cheio de ideias diferentes, que ensinam a fazer um móbil de arco para bebé.

www.thinkmakeshareblog.com/embroidery-hoop-mobile/#_a5y_p=5649621

Um projeto para fazer um móbil com vidros encontrados na praia, especialmente para colecionadores e recoletores. Não é giro?

www.brit.co/sea-glass-diy

Este móbil de outono é uma atividade para crianças gira e incrivelmente fácil de fazer!

www.myteenguide.com/nature-mobile-fall-craft-for-kids

Pode criar o seu próprio caçador de sonhos com poucos materiais e de forma super simples!

www.blog.landofnod.com/honest-to-nod/2014/09/dream-catcher.html

Este móbil lindíssimo é uma edição limitada de Miles Of Flight. É feito com madeira encontrada na praia, cordão de cânhamo, um pendente feito à mão e apontamentos brancos e dourados.

www.milesoflightprints.blogspot.pt/2014/07/blog-post_31.html


Diário Gráfico

(ideia publicada no Coisas de Pais)

Sabiam que antigamente, muito antes de existirem máquinas fotográficas e redes sociais, os grandes aventureiros (ou simplesmente as pessoas “normais”) registavam o seu dia a dia em diários, que, muitas vezes eram ilustrados?

Basta fazer uma pequena pesquisa no Google para descobrir alguns exemplos. O da Beatrix Potter é irresistível.

Passando para os tempos de hoje, adoro o trabalho da Jennie Maizels (www.facebook.com/JennieMaizels/), uma ilustradora com um dos melhores diários gráficos que conheço!

É sempre uma boa altura para começar um diário gráfico. Porém, as férias são o pretexto ideal!
Levem convosco um caderno de desenho para cada membro da família, tesoura, fita cola, cola, lápis, canetas, aguarelas,… enfim, tudo aquilo que vos permita desenhar e pintar.

Todos os dias, dediquem um bocadinho de tempo ao vosso diário. Desenhem um momento que vos marcou e que queiram recordar, ou alguma paisagem que tenham visitado, um cãozinho com que se tenham cruzado, ou ainda uma imagem que construíram apenas na vossa imaginação.
Não se esqueçam de escrever a data e o local onde foi feito!
Podem ainda colar pequenas recordações, como um bilhete de comboio ou museu, uma flor seca, uma fita… Com washi tape, estas colagens ficam ainda mais divertidas.

Vamos a isso?

Boas férias!


Secretárias de outros tempos

Quando chega esta altura do ano, com o recomeço da escola, já sabemos que os trabalhos de casa e o tempo de estudo estão para breve. Cenário terrível para os filhos e para os pais!…
Para tornar esses momentos menos dramáticos, é importante criar um cantinho bonito e acolhedor, onde a criança se sinta inspirada e confortável.
Ultimamente, ando encantada com as secretárias antigas, daquelas da sala de aula de outros tempos, como a que aparece na Ana dos Cabelos Ruivos.
Sobre este assunto, uma amiga contou-me uma história deliciosa: teve uma professora primária que a marcou profundamente pela positiva.
Quando, já adulta, soube que a escola que frequentou ia fechar, decidiu regressar a esse espaço e pedir para ficar com a secretária que tinha sido a sua. Teve tanta sorte que conseguiu mesmo levá-la para casa!
Ainda hoje lá está, no quarto da filha.
Estas imagens que partilho provavelmente não têm uma história tão comovente, mas incluem secretárias antigas, recuperadas em parte, mas preservadas nos seus defeitos e falhas, mantendo as memórias gravadas em cada pedacinho da madeira.
Por fazerem parte de decorações tão bem conseguidas, decidi trazê-las até aqui:


www.citymom.nl/newsmom/vintage-kindermeubels-liefs-liesje


www.citymom.nl/newsmom/vintage-kindermeubels-liefs-liesje


www.citymom.nl/newsmom/vintage-kindermeubels-liefs-liesje


Pinterest


www.fraeulein-otten.blogspot.pt/2012/08/oskars-zimmer.html


www.liveloudgirl.com/guest-blog-tessa-hop-home


www.theimaginationtree.com/2014/01/making-creative-arts-area-art-gallery-kids.html


Novas Promoções

No início deste ano, comecei a desafiante tarefa de fazer uma arrumação geral ao atelier.
Tenho dificuldade em trabalhar em espaços desorganizados, mas já desisti de fazer deste um lugar perfeito.
Há sempre objetos esquecidos, restos de tinta guardados, reciclagem de materiais que acabam por nunca ter um fim útil…
Quando o ano começou, decidi iniciar a tal arrumação há muito adiada. Pensava que ia ser rápida, mas, como tem de ser feita entre encomendas, dura até hoje!
É assim que surgem mais artigos em promoção. Alguns que já estavam em stock, outros que foram aparecendo nos últimos meses, resultado de encomendas trocadas ou de quantidades maiores do que as necessárias.
São todas peças a que dediquei o meu tempo e coração e que gostava de ver no quarto certo, onde serão acarinhadas e cuidadas.
Fotografei-os, atribui-lhes um valor (longe de considerar custos e margem de lucro) e coloquei-os no site, na página destinada às promoções, onde estão à sua espera!
Conheça-os aqui e reserve-os por mail: cristianaresina@gmail.com.

A (im)perfect da Cris Loureiro

Antes de conhecer a Cris, conheci o seu trabalho. Descobri-o por acaso quando andava pelo Facebook e, de imediato, fiquei rendida.
As peças são minimalistas, simples, elegantes, de um bom gosto indiscutível. Peças únicas e irrepetíveis (ou não fossem elas artesanais), parte de um trabalho também ele único na sua originalidade.
E há um pormenor que me cativou de imediato: as palavras e frases que a Cris grava nelas, atribuindo poesia à sua funcionalidade.
O trabalho da Cris é feito de palavras, escritas em prosa, mas também elas carregadas dessa mesma poesia. Os textos dos seus blogs são um convite à inspiração. Falam de tudo um pouco e deixam-nos num daqueles estados de alma que queremos transportar para sempre.
E é assim mesmo a Cris.
Depois de conhecer o seu trabalho, conheci-a a ela. Uma amiga sempre atenta e presente. Incansável defensora das artes, da criatividade, da imaginação, do livre pensamento, da tolerância… Como escrevi num post anterior, uma artista completa, ou a artista que todos queremos ser.
Foi um enorme prazer responder ao seu desafio para falar sobre mim própria e sobre o meu trabalho (neste post aqui) e poder saber um pouco mais sobre ela e a sua arte.
A (im)perfect é, na realidade, uma marca perfeita!

Chamo-me Cristina Loureiro (Cris) e venho responder ao desafio que a Cristiana me lançou em resposta ao que lhe lancei e que tiveram oportunidade de ler a semana passada.

A Cristiana convidou-me para falar um pouco sobre a minha marca [im]perfect mas é impossível falar dela sem falar primeiro da minha enorme paixão: a escrita.

Comecei a escrever na fase louca da adolescência, mais tarde escrevia sem direcção e em 2009 criei o meu primeiro bloco de memórias onde partilhei as novidades de quem muda de vida, de país, de sonho. Hoje escrevo-vos de Inglaterra com o coração em Portugal.

Comecei a minha vida em Lisboa, morei no simpático bairro de Sto. António dos Cavaleiros, acabei a faculdade de Arquitetura e mudei-me para o Porto. De lá passei por Londres e hoje vivo numa pequena casa de dois andares num descontraído bairro da zona rural de Inglaterra a 50km da loucura Londrina. Aqui somos sete. Três mulheres de personalidade, um homem de fibra, dois gatos preguiçosos e mais um traquina e brincalhão. Todos temos as nossas imperfeições e todos procuramos conviver com elas.

A vida não tem de ser perfeita, é o meu atual blogue, pessoal e intransmissível, é aquilo que sou, é uma nota a mim mesma, porque a perfeição não existe mas existem momentos carregados dela. Aqui escrevo como quem conta a história de uma vida que não é perfeita mas é real e completa. É dessa escrita, desse partilhar de experiências, e do meu gosto pela decoração que nasceu a primeira peça [im]perfect, o vaso “I will survive”, um vaso que foi inspirado num texto que escrevi sobre a minha vocação para matar plantas. Com essa peça nasceu outra, e outra e mais outra, na maioria das vezes inspiradas na minha vida e nas coisas que vou escrevendo e partilhando.

Trabalho essencialmente na minha mesa de jantar com mais uma mesa provisória que instalei também na sala de jantar para responder ao aumento de trabalho que tive num curto espaço de tempo. Não é a situação ideal mas é a possível no momento, quem sabe um dia consigo montar o meu estúdio num pequeno pré-fabricado ao fundo do jardim.

As peças, em especial as que são feitas em gesso e precisam de moldes, são pensadas em função dos moldes que encontro com a reciclagem de materiais do dia-a-dia. Esta idealização é talvez a parte do processo que me dá mais luta e também aquela que me dá mais prazer.

Adoro trabalhar com porcelana fria, gosto bastante da sensação de meter as mãos na massa e moldar um objeto com elas. Não vejo a hora de me lançar no barro, aprender a usar uma roda de oleiro e encher-me de “lama”.

Este é um caminho sem fim, um caminho que encontrei onde consigo juntar o meu amor pela escrita ao meu gosto por decoração e por criar objetos. Um caminho que me permite gerir o meu tempo à minha maneira e dar à minha família a atenção que ela merece. Um caminho que pode ser feito aqui em Inglaterra ou em qualquer outra parte do mundo. Este é, sem dúvida, o meu caminho.

Para conheceres mais sobre mim e o meu trabalho visita-me:

www.crisloureiroblogs.com

http://imperfectlifedetails.etsy.com

http://avidanaotemdeserperfeita.blogspot.com

http://facebook.com/crisloureiroblogs

https://facebook.com/imperfectbycrisloureiro

O meu atelier/Bastidores do Trabalho

A Cris Loureiro convidou-me para fazer parte da sua rubrica Bastidores do Trabalho, falando um pouco sobre mim e os meus projetos e mostrando fotografias do espaço onde produzo as minhas peças.
Este foi um grande desafio, pois tenho muita dificuldade em falar sobre mim e ainda mais em resumir-me nalgumas linhas.
No entanto, não o podia recusar, porque esta foi também uma enorme honra!
Há pessoas que entram na nossa vida de forma inesperada e se tornam tão especiais, que nos perguntamos como é possível não as termos conhecido antes.
Foi assim que aconteceu com a Cris Loureiro. Se há artista completa, é ela: escritora, poetisa da vida, artesã talentosa, criativa inesgotável.
Para a semana, terei um post dedicado ao seu trabalho.
Até lá, é obrigatório ler o seu blog e conhecer as suas peças inspiradoras.
Aqui fica o seu post sobre mim e o meu atelier:

“Conheço a Cristiana há tão pouco tempo que até me custa a acreditar nesta enorme empatia que sinto por ela e, até mesmo, pela sua família. Entendemo-nos sem esforço e fomos acabando por fortalecer laços à medida que fomos encontrando tantas coisas em comum. O trabalho da Cristiana é lindo, de um esmero inquestionável e de uma imaginação sem limites. As peças que ela faz são aquelas que eu escolheria para o quarto das minhas filhas; cor quanto baste, magia em cada detalhe mas uma leveza que não cansa ao olhar e convívio do dia-a-dia. Podia estar aqui o dia todo a tecer-lhe elogios mas acho que o que vem a seguir falará por si ♥”

Sou a Cristiana e tenho 38 anos. Nasci em Lisboa, mas cresci nas Caldas da Rainha, para onde voltei há uns anos e onde tenho o meu atelier.
Tenho uma menina de 11 anos e um rapaz de 6 anos que me enchem a casa de amiguinhos ao fim de semana e nas férias. Confesso que adoro estar rodeada de crianças e fazer todas aquelas atividades que costumam ser interditas dentro de casa!
Em família, levamos uma vida muito ligada à natureza, desde as atividades que fazemos, àquilo que comemos.
Adoro animais, plantas, as cores do outono, caminhos escondidos no campo, a praia no inverno, as pessoas que me surpreendem com o seu bom coração. Não resisto a livros (principalmente os infantis), artigos de papelaria e artes, sites, blogs e boards que me inspirem ou ensinem novas técnicas.
Sou uma sonhadora e uma romântica incorrigível.

Estudei Ciências da Comunicação em Lisboa e pensava seguir cinema ou publicidade. Mas apaixonei-me pelo artesanato e pelo mundo das crianças e acabei por deixar o meu trabalho, em 2001, e seguir o meu sonho.
Desde pequena que adoro transpor histórias para o papel e experimentar técnicas e texturas. Tento juntar tudo isso no meu trabalho, como se cada objeto fosse um pedacinho de um conto de fadas.
Há um ano, decidi dar à minha marca um nome que não fosse o meu. Já tinha esta vontade desde o início, mas a assinatura das peças foi-se confundindo com a marca e adiei a mudança. Quando comecei a vender para fora de Portugal, tudo aconteceu naturalmente e acabou por ser a minha filha a escolher o nome da flor de que mais gosta.

“nenufar” é também o início de uma nova etapa, em que procuro trabalhar com outros materiais mais orgânicos e onde o respeito pelos outros e pela natureza tem o papel principal.
Cada peça que crio dá-me um prazer especial. No entanto, continuo a ter uma predileção pelos painéis. São o artigo que mais se assemelha ao ato de ilustrar uma história.
Dizem que o carinho que colocamos na produção de algo passa para o objeto. Talvez por isso os painéis tenham tanto sucesso. Os têxteis, os puxadores, os dosséis e as bonecas são outros dos acessórios que continuam a ter muita procura. Os móveis são algo diferente. Gosto muito de pintar em madeira, mas num móvel estou mais limitada.

O meu atelier tem de ter muita adaptabilidade, porque nunca sei de que espaço vou precisar. Mesmo assim, tentei dividi-lo por zonas. Tenho a sala onde os móveis são pintados, sem o perigo de estragar outros artigos; a sala onde pinto objetos mais pequenos; e a zona de costura, isolada e mais “limpinha”. Se pudesse, teria uma outra sala apenas para expor artigos prontos.
Quando imagino novos produtos ou me dedico ao site, gosto de o fazer em casa, quando estou sozinha e em silêncio. É onde tenho mais luz e uma janela aberta para a natureza, que me inspira.
No entanto, nenhum destes espaços está exatamente como gostaria. Falta melhorar pormenores, organizar, pendurar quadros… Estou a fazê-lo aos poucos, tanto no atelier como no escritório.

Enche-me o coração quando vejo um objeto meu num espaço e os pais contam-me que, apesar da idade, a criança ainda não se conseguiu separar dele.
A inspiração está em toda a parte, mas tenho tido a ajuda dos meus filhos, sobrinhos, amigos e de todos os clientes que me foram sugerindo as suas fantásticas ideias.
Adoro o que faço e não me imagino a viver de outra forma.