Atravessar de ferry até Tróia e visitar as ruínas romanas

(convidámos a Joana do Viajar em Família a partilhar um dos seus passeios)

viajar até Tróia

É uma ideia de um passeio simples para fazer em família agora que os dias começam a ser maiores e mais quentes.

Nós optámos por deixar o carro perto do cais de embarque e atravessar de ferry entre Setúbal e Tróia (que desembarca mesmo em frente à marina), só pela experiência.

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Foi num sábado de manhã e a afluência de pessoas era pouca, na verdade o barco ía quase vazio, dando assim para apreciar calmamente a paisagem e até para recordar e contar aos miúdos as minhas idas para o Algarve em família quando era criança.

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A última vez que tinha feito esta travessia já com eles, os barcos eram bem mais antigos. Agora modernizaram os transportes e dividiram os trajectos (com embarque e desembarque em lugares diferentes), carros para um lado e passageiros a pé para outro.

Neste novo transporte de cor verde alface, em baixo são os lugares interiores e em cima os exteriores que são muito menos mas bastante mais interessantes quando as temperaturas estão agradáveis.

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A viagem é relativamente rápida (talvez uns 20 minutos) e além da bonita paisagem ainda deu tempo para nos cruzarmos com alguns dos pequenos barcos de passeios turísticos que vão ver os golfinhos.

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E lá na Península de Tróia, pode-se ir à praia, almoçar nos restaurantes da marina, fazer passeios de barco e até ir às ruínas romanas.

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São um local curioso para se visitar e passar alguma informação histórica às crianças num local rodeado pela natureza onde eles podem correr e perguntar à vontade!

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É considerado o maior complexo de produção de salgas de peixe no mundo romano, pelo menos que se conheça. Foi construído para aproveitar a quantidade de peixe que vinha do Oceano Atlântico e o recurso de sal que existia nas margens do Rio Sado, pensa-se que terá estado ocupado até ao século VI.

Mas para além das construções mais relevantes deste local, as imensas oficinas de salga com tanques para a preparação de conservas do peixe, também ainda se podem ver as habitações de rés-do-chão e primeiro andar (conhecido pela “Rua da Princesa”), o mausoléu e as termas quentes e frias.

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Existem sugestões de percursos e vários painéis a descrever os locais (para os que já conseguem ler). Desde 1910 que estas ruínas estão classificadas como Monumento Nacional e nós gostámos bastante de conhecer parte da equipa de arqueologia responsável pelos contínuos trabalhos de investigação, que nos fez a divertida visita guiada.

De Setembro a Maio, estas ruínas apenas estão abertas ao público aos sábados, mas consultem os horários das visitas guiadas para tornar o passeio ainda mais interessante.

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